Sintomas do Transtorno de Ansiedade de Separação em Crianças: Como Identificar os Primeiros Sinais
O transtorno de ansiedade de separação (TAS) é uma condição que pode se manifestar de forma marcante na infância. Reconhecer os sinais desde cedo contribui para compreender melhor o que está acontecendo com a criança e, assim, oferecer o apoio adequado para que ela se sinta mais segura em momentos de separação.
Entre os primeiros sinais observados, o choro excessivo costuma ser um dos mais evidentes. Esse choro tende a se repetir com frequência e a durar mais do que o habitual, especialmente em situações em que a criança se separa dos pais ou cuidadores. A repetição e a intensidade desse comportamento podem indicar que há algo mais profundo relacionado à ansiedade.
Outro sintoma bastante comum é a dificuldade de dormir sozinha. Em muitos casos, o momento de se recolher para dormir desperta na criança um medo intenso de ficar longe da figura de apego, seja um dos pais ou outro cuidador principal. Esse medo pode gerar resistência, insônia ou até crises de choro na hora de dormir.
O medo de lugares novos também é um sinal importante a ser observado. Crianças com ansiedade de separação costumam demonstrar desconforto diante de ambientes ou pessoas desconhecidas. Esse medo pode variar de intensidade: algumas crianças apenas se mostram mais tímidas, enquanto outras chegam a evitar completamente situações novas por receio da separação.
Esse comportamento pode afetar tanto a criança quanto os adultos responsáveis por ela. Pais e cuidadores, ao perceberem o sofrimento do filho, podem acabar deixando de viver experiências novas por medo de como a criança reagirá, o que reforça ainda mais o ciclo da ansiedade.
No contexto escolar, é possível notar resistência em atividades que envolvem separação da figura de apego. Por exemplo, uma criança muito ligada ao professor pode demonstrar dificuldade para trabalhar em grupo com colegas, justamente por medo de afastar-se dessa referência de segurança.
Há também sinais mais visíveis, como o comportamento de aderência constante aos pais, o famoso “ficar grudado”. É comum ver crianças que não querem se desgrudar dos pais nem por um momento, agarrando-se às pernas deles ou demonstrando angústia quando o cuidador se afasta. É importante diferenciar esse comportamento de um apego saudável: o problema surge quando a dependência é exagerada a ponto de causar sofrimento e atrapalhar a rotina familiar.
Observar esses comportamentos ajuda a compreender melhor o que a criança pode estar sentindo. Quando a ansiedade começa a interferir nas atividades diárias ou no bem-estar da família, torna-se essencial refletir sobre possíveis estratégias para apoiar emocionalmente essa criança e buscar ajuda profissional se necessário.
Reconhecer precocemente os sintomas do transtorno de ansiedade de separação contribui para que a criança desenvolva uma adaptação emocional mais equilibrada. Com atenção e compreensão, é possível ajudá-la a enfrentar essas situações com mais segurança e tranquilidade. Blz? Show!
Eduardo Giovanelli
Neuropsicólogo





